a borboleta excluída
pousa no poema
o poema lembra uma flor
na alucinação do leitor
o poema lembra um jardim
quando chega ao fim
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
AO LER ESTAS PALAVRAS
observe a palavra
derramada na página
ferimentos sem prantos
sobre fundo branco
sob teu olho
sob teu couro
não adianta nada
depois de lida
está encantada
derramada na página
ferimentos sem prantos
sobre fundo branco
sob teu olho
sob teu couro
não adianta nada
depois de lida
está encantada
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A POESIA NÃO SERVE PRA NADA
a poesia não apaga incêndios
não grita quando ferida
não sabe os gestos das árvores
não ergue homens nem afaga
a poesia não aparece
nem quando o silêncio cresce
deveria estar aqui
restaram só as palavras
não grita quando ferida
não sabe os gestos das árvores
não ergue homens nem afaga
a poesia não aparece
nem quando o silêncio cresce
deveria estar aqui
restaram só as palavras
PELA MINHA CABEÇA
mantê-la afastada dos sonhos
é o máximo que posso fazer
pela minha cabeça
o mínimo
é mantê-la sobre os ombros
com se eu pudesse contê-la
é o máximo que posso fazer
pela minha cabeça
o mínimo
é mantê-la sobre os ombros
com se eu pudesse contê-la
PAISAGEM SUÍÇA
o silêncio da Suíça
corta a superfície do poema
como se fossem paisagem
os cães se movem
as crianças não morrem
a pele clara de Zurique
dá a entender
que o resto do mundo
é mentira
corta a superfície do poema
como se fossem paisagem
os cães se movem
as crianças não morrem
a pele clara de Zurique
dá a entender
que o resto do mundo
é mentira
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