quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

HÁ NO NOVO


queria migrar para o outro ano
mas o abismo é maior que o meu passo
passo para o outro lado sem levar o meu corpo
queria pensar o outro lado
sem o sangue do meu corpo
mas é impossível migrar sem ser ferido
mantenho os ferimentos que já tenho
e permaneço aqui imóvel de braços abertos
e os que estão do outro lado
desenham a felicidade em meu peito
com os fogos de artifício

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