para G.Vieira
segui os passos do mundo
me desencontrei
me vi chegando absurdo
me calei
aos passos
sapatos do destino
grosso intestino
me aprisionei
aos poucos
soldei o pranto
à face perdida
me retirei
segui amores
curtume invertido
couro de flores
estiquei
sofri dores
cores de fato
luzes do tato
ceguei
seque dores
a mola que me empurra
amola minha ausência
me cortei
terça-feira, 14 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
sombra transitória
sob a tua vulva
planto minha sombra
derramo o meu concreto
ergo colunas com meu gozo
teus galhos retorcidos
em minhas costas
o fruto do mundo
o morder sem vontade
a fonte dilatada
planto minha sombra
derramo o meu concreto
ergo colunas com meu gozo
teus galhos retorcidos
em minhas costas
o fruto do mundo
o morder sem vontade
a fonte dilatada
o arrepio tardio
queira meu corpo
desfaça meu saber
falar com a pele
sussurre sementes no campo devastado
saiba das flores que reguei
usando as minhas digitais
o perfume do meu sonho
arrebentou os botões
o corpo solto o sopro solto
não queira que eu não seja ninguém
o impossível no teu envoltório
sou eu querendo ser água
preencho todas a curvas
queira meu corpo
desfaça meu saber
falar com a pele
sussurre sementes no campo devastado
saiba das flores que reguei
usando as minhas digitais
o perfume do meu sonho
arrebentou os botões
o corpo solto o sopro solto
não queira que eu não seja ninguém
o impossível no teu envoltório
sou eu querendo ser água
preencho todas a curvas
do universo ao leu
teu períneo é o meu céu
teu períneo é o meu céu
poro que exploro
suor de amor não tem sal
tem sul
tem o peso de dois corpos
ou mais
tem a cor que o amor precisa
imprecisa
não escorre nem poreja
não evapora
apavora
suor de amor não tem hora
agora
tem sul
tem o peso de dois corpos
ou mais
tem a cor que o amor precisa
imprecisa
não escorre nem poreja
não evapora
apavora
suor de amor não tem hora
agora
POEMA DE G.VIEIRA
DO QUE RESTAMOS
Para Sergio Lima Silva
o tempo passa
ameixas, amoras
saboreio ócios
do ofício de ser
- viver deplora
o tempo passo
em falso pendor
do ser que devoro,
cogito fugas
- viver deflora
Para Sergio Lima Silva
o tempo passa
ameixas, amoras
saboreio ócios
do ofício de ser
- viver deplora
o tempo passo
em falso pendor
do ser que devoro,
cogito fugas
- viver deflora
quinta-feira, 2 de abril de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
SEDA
o amor não admite remendos
se rasgou, jogue logo fora
guardei o amor
ao redor do tempo
fora do alcance
desse momento
talvez em outro
eu me dê
ou me doa
se rasgou, jogue logo fora
guardei o amor
ao redor do tempo
fora do alcance
desse momento
talvez em outro
eu me dê
ou me doa
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
AR PODRE
nariz não tem abrigo
se pouco for enganado
períneo com chocolate
secreção turva de alicate
dedos dos pés marcando o asfalto
morder no início é difícil
depois a gente se iguala
se quando eu falei faltou o ar
foram as palavras que me respiraram
se pouco for enganado
períneo com chocolate
secreção turva de alicate
dedos dos pés marcando o asfalto
morder no início é difícil
depois a gente se iguala
se quando eu falei faltou o ar
foram as palavras que me respiraram
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