sexta-feira, 26 de junho de 2015

CARTA




queria todo dia domingo
não posso
o tempo me pendura na orelha sob os cabelos
de noite durmo no criado mudo
encho o coração de saúde enquanto brindo
parece água o que preciso
embriaga de outra maneira
sonho construindo camas e nunca acordo
abraço longe sorriso longe palavra longe
nunca meu corpo para sempre

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