as coisas com que brinco
sempre pontiagudas
uso luvas
e as mãos de outras pessoas
abraçado ao brinquedo
meu desejo perfurado
afunda
ninguém percebe
outra parte do meu corpo
que não vai ser recolhido
um poema não é uma casa não se exige um terreno onde possa fincar alicerces erguer paredes salpicadas de cimento nem concreto que ...
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